Valor médio calculado em novembro desse ano é o mais alto desde julho de 2015

Para felicidade geral do país, em especial do Estado do Rio e das cidades produtores de petróleo da Região dos Lagos e do Norte Fluminense, o preço do petróleo deve continuar em alta, o que pode elevar a arrecadação das cidades da região neste final de ano e nos próximos, devido ao aumento dos royalties.

A informação foi dada às vésperas da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), quando o preço do barril de petróleo segue subindo desde junho, variando este mês na casa dos 60 dólares.

Segundo o site indexmundi, esse é o maior valor médio registrado para o barril do petróleo bruto desde julho de 2015, quando o preço caiu de U$ 62,34 para U$ 55,87, permanecendo abaixo dos 60 dólares até outubro deste ano.

O valor do barril é usado para calcular os repasses de royalties que os estados e municípios recebem como compensação pelos danos ambientais causados pela exploração do petróleo, e é considerada, em muitos municípios da região, como uma das principais fontes de arrecadação.

E de acordo com informações publicadas no site InfoMoney, as variações positivas e a expectativa de crescimento podem ser confirmadas em nova reunião da Opep, nos próximos dias, quando os ministros devem avaliar o setor.

A expectativa é de que o valor estipulado pelos ministros gire em torno dos 70 ou 80 dólares, que seria o maior valor desde novembro de 2014, quando o barril do petróleo estava sendo comercializado por U$ 78,44, antes da crise que atingiu o setor e fez os preços despencarem, assim como os repasses de royalties e, consequentemente, as arrecadações nacional, estaduais e municipais.

Todavia, a matéria alerta que o preço não deve voltar a ser superior aos 100 dólares, como estava antes da crise, em junho de 2014, pois os ministros da Opep temem o risco desse otimismo causar nova alta de preços no mercado, na busca por um valor “mágico” que não será alcançado.

A alta, porém, confirma o início de uma importante retomada para o setor, que investiu quase 10 bilhões de reais nos recentes leilões do pós-sal e do pré-sal realizados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em setembro e outubro deste ano.

Tunan Teixeira