Ex-Vereador foi denunciado por obrigar funcionários a repassar parte de salários para ele

 

Tunan Teixeira

 

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), esteve em Casimiro de Abreu para cumprir mandado de prisão contra ex-presidente da Câmara Municipal de Casimiro de Abreu, Pezão (PRP).

A operação foi realizada por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MP-RJ, e fez parte da Operação Retorno.

O objetivo era cumprir mandado de prisão preventiva contra o ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Casimiro, Alessandro Macabú Araújo, também conhecido pela mesma alcunha do governador do estado.

Em 2016, Pezão foi denunciado pelo MP-RJ por obrigar 5 funcionários de seu gabinete a repassar ao próprio vereador parte dos salários que recebiam pelos cargos para os quais eram nomeados pelo então presidente da Câmara da Casimiro.

Acusado pro improbidade, ele foi afastado do cargo em maio de 2016, e teve 500 mil reais de seus bens bloqueados pela Justiça em setembro do mesmo ano. Além do ex-vereador, o MP-RJ também denunciou o ex-chefe de gabinete da presidência da Câmara, Jairo Macabú Soares; o ex-assessor especial da presidência, Wilson da Silva Oliveira Neto; e a sogra de Jairo, Divana Saturnino da Silva, que ocupava cargo em comissão na Câmara de Casimiro.

Os 4 foram denunciados pelos crimes de concussão e peculato, além de associação criminosa. A operação também visava cumprir 4 mandados de busca e apreensão nas residências dos denunciados.

“Segundo a denúncia, Jairo e Wilson eram encarregados de recolher mensalmente parte da remuneração dos funcionários e repassá-la ao ex-vereador. Divana, foi denunciada porque, segundo as investigações, não exercia de fato qualquer função na Casa. Portanto, ela recebia dos cofres públicos municipais, sem a necessária contrapartida de trabalho”, informou o MP-RJ.

Ainda conforme a denúncia, Divana Saturnino da Silva recebia entre 2,5 mil e 5 mil reais por mês. Deste valor, ficava apenas com 500 reais, e repassava o restante diretamente ao ex-vereador, ou a um dos outros dois denunciados.

Segundo o MP-RJ, os funcionários obrigados a repassar parte de seus salários ao ex-presidente da Câmara, incluindo Divana, recebiam entre 1,2 mil e R$ 5 mil reais por mês, mas cada um deles ficava com cerca de 500 a 700 reais por mês.

Além dos mandados de prisão e dos mandados de busca e apreensão, o MP-RJ também requereu o sequestro dos bens móveis e imóveis dos 4 denunciados e o bloqueio de suas contas bancárias em valores acima de 5 mil reais.

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