Diretor de logística da empresa garante que o porto continua operando a todo vapor

 Bertha Muniz

Após o reordenamento das operações entre os Portos do Rio de Janeiro, Imbetiba e Açu, o Porto Engenheiro Zephyrino Lavenère Machado Filho, na base Imbetiba, teve seu perfil de atividades alterado desde janeiro deste ano. O trabalho até então estava voltado apenas para o transporte de cargas para plataformas desde 2012, quando o porto atingiu sua capacidade máxima de operações, cerca de 90%. Agora, as atividades vêm sendo substituídas pelo atendimento a cargas especiais, frotas de atividades de ancoragem, mergulho raso, controle de emergências e operações de terminais oceânicas.

O Porto da Imbetiba atua com seis berços, todos em operação, recebendo cerca de 300 atracações mensais. Apesar de limitado em questões de crescimento, o porto opera em maior quantidade que o Porto do Açu, que possui 4 berços. “As condições de operações logísticas em Macaé sempre nos atenderam desde o início das atividades da empresa até o clico de planejamento estratégico previsto até 2021. A impressão de que a Petrobras diminuiu as operações no Porto da Imbetiba por conta da migração de algumas atividades para o Porto do Açu é falsa. Continuamos operando em todos os berços do porto, apenas com substituição de algumas atividades”, explicou o Gerente Geral de Logística da Petrobras, Alex Murteira.

Alex concedeu uma entrevista à imprensa na tarde de ontem (27), na sede do Edinc, no Novo Cavaleiros, em Macaé.

A reavaliação e redistribuição das atividades da empresa estão previstas no Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 que visa melhorar a atratividade dos projetos e foi motivada pela necessidade logística de minimizar tempo e maximizar os resultados das operações da estatal. “ Este contrato significa a continuidade dos serviços da Petrobras no Porto da Imbetiba, que continuará desempenhando um importante papel para o desenvolvimento das operações da Bacia de Campos , mantendo o elevado número de atracações que sempre realizou”, avaliou Murteira.

A história do Porto de Imbetiba é intrinsecamente ligada ao desenvolvimento de Macaé. A área foi adquirida pela Petrobras nos anos 70, após a descoberta das reservas de petróleo e gás na Bacia de Campos.