Prefeito de Macaé comemora em vídeo excelente resultado do leilão

 

Tunan Teixeira

 

Com uma arrecadação de 3,84 bilhões de reais, a 14ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios de óleo e gás, acabou com as especulações de queda da importância da Bacia de Campos para a indústria petrolífera nacional.

Do montante arrecadado nos leilões da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado nesta quarta-feira, 27, no Rio de Janeiro, mais de 3,6 bilhões de reais ficaram na Bacia de Campos, que vendeu todos os seus blocos de exploração.

O resultado com muito comemorado pelo Prefeito de Macaé, Dr. Aluízio (PMDB), que, em vídeo logo após o evento, demonstrou otimismo na recuperação de investimentos, e com isso, postos de trabalho perdidos depois da crise que se estende desde 2014.

“Quem ganhou um grande presente foi a Bacia de Campos e Macaé. Acabamos de finalizar agora o leilão da ANP e a Bacia de Campos foi contemplada com a venda de todos os campos e como a grande operadora da Petrobras. Isso é mais energia, mais emprego para a região. Foi um leilão importante, grandioso, para revitalizar a Bacia de Campos”, falou Dr. Aluízio.

Ao todo, 17 empresas arremataram áreas para exploração, sendo 7 delas estrangeiras. Somente 2 blocos arrematados pelo consórcio Petrobras/ExxoMobil na Bacia de Campos responderam, sozinhos, por 3,6 bilhões da arrecadação total. Segundo a ANP, o ágio foi de 1.556%, o que garantiu “o maior bônus de assinatura total da história” dos leilões do setor.

A 14ª Rodada de Licitações ofertou 287 blocos de exploração, divididos em 29 setores de 9 bacias sedimentares, que totalizam uma área de quase 123 mil km². Dos 287 blocos, apenas 37 (13%) foram arrematados e muitos receberam proposta única.

Os lotes mais disputados foram os blocos marítimos da Bacia de Campos, que teve todos os 6 blocos do setor SC-AP3 arrematados pelo consórcio formado por Petrobras (50%) e ExxonMobil (50%), depois de disputas com a inglesa Shell e a francesa Total, sendo um deles pelo valor de 1,2 bilhão de reais, e outro, o C-M-346, por 2,24 bilhões de reais, o maior bônus do leilão.

O resultado confirmou as enormes expectativas do governo de Macaé pelos leilões, que podem significar a tão sonhada retomada do crescimento da indústria do petróleo no país, no Estado do Rio, e nas cidades produtoras de petróleo, principalmente na Região dos Lagos e no Norte Fluminense.

“Vamos torcer para que daqui para frente tudo continue correndo bem como ocorreu nesse leilão. Parabéns a Petrobras, parabéns a toda região, e vamos pedir a Deus que a gente possa, em breve, voltar a uma atividade mais intensa, garantindo mais emprego e mais qualidade de vida para toda região”, celebrou Dr. Aluízio.